Mudei de casa.
Agora estou aqui http://da-meatuamao.blogspot.com/
Porque sim. Porque este título já nada tem a ver comigo. Porque não. Sem porquês.
Talvez volte, talvez não...
Naquele momento apercebi-me que o mundo tinha mudado. O tempo já não andava mais para a frente. O relógio tinha-se invertido. A gravidade tinha desaparecido. O sol era frio, a chuva queimava. Não havia mais oxigénio, o sangue deixara de correr nas veias. Mas o coração batia fortemente. Pum-Pum, Pum-Pum. Batia apenas por bater, já não tinha como finalidade bombear o sangue. Continuava a bater só para manter vivo aquilo que a morte levara. Mas vivo, apenas ficou o sentimento, perdido nos batimentos. Pum-Pum, Pum-Pum. O sangue congelou, mas nem por isso o coração parou. Cada vez batia com mais intensidade, com mais dor, com mais saudade, com mais sentimento… Ardia… Pum-Pum, Pum-Pum. O que fazer quando já não há nada mais para salvar? Tudo muda, tudo morre. E no entanto o coração ali: a lutar, a acreditar que o destino não é mais do que um monstro que os homens criaram como fuga. O coração a matar, tentando salvar. E à volta nada… O Pum-Pum, Pum-Pum rompia o silêncio que se instalara no vácuo da vida, do mundo. Coração tolo, porque não te rendes? Eu gritava pára e ele nada, a fazer ouvidos de mouco aos meu gritos mudos de desespero. Agora, cada vez batia com menos intensidade, mas com a mesma dor, a mesma saudade e ainda mais sentimento… Gelava… Pum-Pum, Pum-Pum.
Parte azul escrita por http://nasmaosdomundo.blogspot.com/
Parte vermelha por mim.
Como é que se escolhe um curso superior, quando não se faz a mínima ideia da sua dita "vocação" ?
É que estou a ficar um pouco desesperada!!
Primeiro, os factos:
- Este blog faz um ano! Ora então parabéns a ele, a mim e a vocês, leitores e comentadores!
Depois, os desejos:
- FELIZ NATAL!
Prometo voltar a empenhar-me na escrita quando o tempo, a paciência e a vida me permitirem! Agora vou só ali passar o Natal com os meus.
Quando finalmente atingimos o que há tanto tempo desejavamos e no final damo-nos conta de que, afinal, não era nada daquilo que nós estávamos à espera?!
Ou se calhar até era... Mas não com essa pessoa.
Eu avisei-te. Disse-te, vezes sem conta, uma e outra vez, “livra-te de algum dia te apaixonares por mim!” E tu dizias sempre que sim com a cabeça, que gostavas muito de mim, e que a nossa amizade era a tua única forma de amor perante mim. E sorrias, mostravas esses dentes brancos e certinhos que o aparelho se encarregou de endireitar. Foi assim que eu descobri que, afinal, não me serviu de nada os avisos: quando me olhaste e começaste a sorrir com os olhos, um brilho que não engana ninguém. Soube logo, conhecia-te bem demais. Tentei negá-lo, fingir que os abraços que me pedias, os carinhos que me davas e as palavras, essas que tinham, afinal, duplo sentido, eram tudo coisa da minha cabeça, necessidade de mulher de se sentir amada. De nada me valeu, porque houve um momento em que respiraste fundo e não houve volta a dar:
- Sabes… eu gosto muito de ti.
- Eu sei, a nossa amizade é o que de melhor tenho. Também gosto muito de ti. – tentei disfarçar.
- Não. Não estás a perceber.
- Levei-lhe a mão à boca – O pior é que estou!
Pedi-te. Implorei-te que não continuasses. Não entendes que te amava demasiado para querer estragar tudo? Sim, porque o amor deixa-nos cegos. Cegos de paixão, cegos de ciúmes, cegos de vingança. Nós éramos os melhores amigos, daqueles que poderiam adormecer abraços, sempre sem segundas intenções. Mas tu deixaste-te levar, confundis-te todos os sentimentos.
Homens d’um raio, não sabem separar as coisas!
Queria um amor eterno, mas contigo jamais seria possível: sabíamos demais um do outro. Acabaríamos por chocar. E agora é tarde de mais. O amor venceu-te. A amizade foi-se. Acabou.
Dizer que te amo é fácil. Dizem que o amor é uma língua universal, mas, mesmo que não o fosse, continuaria a ser fácil dizer-to. Agora, como é suposto dizer que sinto saudades tuas? Que o meu peito se aperta e o meu coração fica cada vez mais pequeno por causa desse sentimento traiçoeiro a que decidiram chamar de saudade? Digam-me! Sim, vocês que inventaram as palavras e as multiplicaram em todos os dialectos possíveis e imaginários. Vocês, que se julgam mais espertos só porque deram nome às coisas e aos sentimentos. Com que razão, afinal? E, se assim é, porque não traduziram então a palavra saudade? Porque não a tornaram também universal, uma vez que está inevitavelmente subjacente ao amor? É que estou a dar em doida.
Meu amor, poderia dizer que sinto a tua falta, que os meus dias sem ti teimam em não passar e que choro todos os dias baixinho à noite por um abraço teu. Isso era fácil. Mas o que eu queria mesmo hoje era dizer-te que sinto saudades tuas e poder sentir na tua voz que me entendeste na perfeição e na plenitude da palavra. Porque ela não significa o mesmo que dizer que sinto a tua falta, é algo muito mais forte. Mas tu nasceste do outro lado do mundo, onde nem sequer sonham que exista palavra tão bonita para designar um sentimento que me vai matando o coração cheio de ti.

Hoje, nosso dia, sei que ser feliz não passa por ti. E agora?
Porque foi qualquer coisa de magnífico - poucas, muito poucas palavras!
PS: E ainda deu direito a aparecer no telejornal da RTP1 a bater palmas!!
Obrigada! Hoje é a única coisa que direi. Um obrigada pelos fantásticos três dias em Esmoriz com mais 18 jovens e dois monitores. Aprendi muito e, acima de tudo, aprendi divertindo-me. Reflecti através das mais simples maneiras e brincadeiras. Um obrigada a todos vós, só isso. Porque quando aprender a escrever de uma maneira bela e sublime, escreverei sobre o que de mais profundo este acantonamento despertou em mim.
"Às vezes é preciso apanhar um banho de água fria para chegar à felicidade."
George Downes: Estou a imaginar-te sentada, sozinha, com o teu vestido lilás.
Julianne Potter: Eu disse-te que o meu vestido era lilás?
George Downes: Cabelo apanhado, o bolo intacto. Provavelmente, a bater com os dedos na toalha de linho branco como fazes quando estás triste. Olhas para as unhas e pensas: “Devia ter deixado os planos maquiavélicos e ido à manicura!” Mas agora é tarde.
Julianne Potter: George, eu não te disse que o meu vestido era lilás.
George Downes: De repente, uma música conhecida. Levantas-te num movimento delicado, à procura, cheirando o vento, como uma gazela. Deus ouviu a tua prece? A Cinderela irá dançar de novo? E então, de repente, a multidão afasta-se e lá está ele. Fino, elegante, radiante e carismático. Estranhamente, ele está ao telefone. Mas tu também estás. Ele vai na tua direcção, com os movimentos de um tigre, e embora percebas que ele é… homossexual, como a maioria dos homens bonitos e solteiros da idade dele, pensas… “E depois? A vida continua.” Talvez não haja casamento. Talvez não haja sexo. Mas não há dúvida... que haverá dança.
Em O casamento do meu melhor amigo
Porque nem todos os finais têm de acabar como nos contos de fadas para serem felizes!
(Quando tiver uma amizade assim estarei completa.)
Calma, estou aqui. Não há razões para ter medo agora. Vem!, vou levar-te ao teu pequeno esconderijo e tudo vai ficar bem. Descansa agora no conforto do meu abraço, que está feito à exacta medida do teu corpo. Não irei nunca a lado nenhum, tu sabes que cumpro sempre as minhas promessas. Isso! Recupera as forças, e, sim, vem!, o sol voltou a iluminar a escuridão do teu mundo. Vês? Já passou. Estás mais forte um bocadinho e mais feliz também.
E quando tiveres medo que a vida possa ser só mesmo isso que sentes olha, vê, repara, sente, chora, sorri, sonha, imagina, reinventa – tanto que te escapou ainda!

Amo-te, sabes? Não, não sabes. Não sabes também que seria muito mais fácil odiar-te, é óbvio, mas passado este tempo consigo ver com clareza o que significas(te) para mim. Não te amo tanto, é certo, e agora percebo que isso é possível. Entraste na minha vida, abriste a cama e descansaste em mim. E eu deixei, porque me sabia tão bem esse teu conforto. Fizeste e desfizeste a cama várias vezes e eu a chorar, a gritar, das primeiras vezes; depois, a aceitar, a acreditar que seria provisório, que voltarias sempre. E era incrível como voltavas, com uma facilidade impressionante. Houve um dia que te esperei e não voltaste, nunca mais. E eu a chorar, a gritar, como se fosse a primeira e a derradeira vez. Fechei-me no escuro do quarto que deixaste vazio, a tentar captar o teu cheiro de maneira a que me ficasse entranhado no corpo: forma de te sentir mais perto de mim. Fechei-me nas memórias de nós (eu e tu, nunca nós) e acreditei, sonhei e idealizei o passado que (nunca) tivemos.
O tempo passou. Saí do escuro, já te contei? Doeu, custou muito, mas consegui. E estou feliz agora; não na plenitude, mas sabes o que dizem, quem tudo quer tudo perde, aprendi contigo a ser paciente. De facto, ensinaste-me muitas coisas sem mesmo te aperceberes. Voltaste a entrar na minha vida, e eu deixei, e eu deixo, mas não da mesma maneira. A tua cama continua lá, eu é que não. Segui em frente e como seguir em frente não significa necessariamente encerrar o velho capítulo, continuas a ser parte de mim. Embora não tenha percebido ainda qual o teu papel na minha vida presente, sigo feliz. Porque ainda te amo, é certo, mas o amor também se transforma e o meu por ti está numa metamorfose inversa (se é que isso é possível): está a passar de borboleta a casulo. Aos poucos, tudo a seu tempo.
"Aos quinze anos o coração já cresceu, mas ninguém repara. Não o deixam bater como devia. Aos quinze anos o mal é este: (…) Não se é tratado. Ponto final. Os 15 anos são intratáveis.
Chora-se muito. Aos 15 anos tudo é muito importante. (…) Há muitas coisas que se querem muito e sofre-se por não as ter e brada aos céus o quanto se precisa realmente delas e parece impossível que ninguém perceba. E é incrível como toda a gente se junta para nos impedir de alcançá-las. E é muito triste saber que há-de ser assim durante toda a vida, que é quanto dura ter 15 anos. Mas a luta continua.
(…) O mundo é mesmo como se vê quando se tem 15 anos, só que acabamos por desistir de vê-lo assim, por custa tanto. (…)
Como fazer então? Como fazer quando se tem 15 anos? A primeira indicação de guerrilha é psicológica. Mentalizem-se: quinze anos é muito tempo. É muito ano já. Ter vivido quinze anos, ter chegado, já é qualquer coisa. Parabéns. Agora chega de peneiras. A luta continua."
Miguel Esteves Cardoso
E quem diria? Os quinze anos já foram. Que venham os dezasseis!, porque a luta continua.
(Os dezasseis anos chegaram ontem, mas devido à impossibilidade de postar aqui na devida altura, posto hoje que ainda vou a tempo!)
Abalei do Alentejo
Olhei para trás chorando
Alentejo da minh'alma
Tão longe me vais ficando
Dulce Pontes
Saudades do que já foi, do que já não é!
"(...) a lutar, a lutar ainda, incapaz de aceitar que se perde sempre contra um coração, um coração que é um bicho, ninguém arranja nome para dar a isto, o dragão, a besta, o falso profeta, o que é isto que se passa no coração da gente, onde a verdade e a mentira se agridem até à morte."
Rodrigo Guedes de Carvalho, in Mulher em Branco
Não pediste licença. Não avisaste, nem tão pouco me deste tempo para me preparar. E rompeste o silêncio, sempre inevitavelmente à tua maneira. Rompeste aquele silêncio que me impuseste e que começava a habituar-me, porque te amava, como quem ama um corpo sem alma ou uma pessoa sem nome. Fechaste-me, fechaste-nos a porta, com um batimento seco e certeiro que rasgou o silêncio dos meus dias sem ti. Já não vamos escrever uma história a dois com um final feliz, nem tão pouco compor juntos uma sinfonia. Aos poucos vai-se instalando um novo silêncio em mim, novas portas se abrem e começo a perceber que fomos felizes no sempre que nos permitimos viver. Afinal o mundo, o meu mundo não parou, apenas mudou de direcção e eu vou acompanhá-lo.
Cheguei à triste e sincera conclusão de que não somos compatíveis.
Melancolia à parte - sinto-me aliviada!
Let me hold you
For the last time
It's the last chance to feel again
But you broke me
Now I can't feel anything
When I love you
It's so untrue
I can't even convince myself
When I'm speaking
It's the voice of someone else
Oh it tears me up
I tried to hold on but it hurts too much
I tried to forgive but it's not enough
To make it all okay
You can't play our broken strings
You can't feel anything
That your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real
Oh the truth hurts
And lies worse
How can I give anymore
When I love you a little less than before
Oh what are we doing
We are turning into dust
Playing house in the ruins of us
Running back through the fire
When there's nothing left to say
It's like chasing the very last train
When it's too late, too late
Oh it tears me up
I tried to hold but it hurts too much
I tried to forgive but it's not enough
To make it all okay
You can't play our broken strings
You can't feel anything
That your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real
Oh the truth hurts
And lies worse
How can I give anymore
When I love you a little less than before
But we're running through the fire
When there's nothing left to say
It's like chasing the very last train
When we both know it's too late, too late
You can't play our broken strings
You can't feel anything
That your heart don't want to feel
I can't tell you something that aint real
Oh the truth hurts
And lies worse
How can I give anymore
When I love you a little less than before
Oh I love you a little less than before
Let me hold you for the last time
It's the last change to feel again
Porque podia ser sobre mim, sobre a minha vida. Podia... mas não é. As nossas cordas partiram; agora é preciso mudá-las e tocar outra melodia. Engraçado, nunca soube tocar viola, ensinas-me?
Tu a quereres uma vírgula. Ou um ponto final que te libertasse de vez do fantasma do meu amor por ti e do teu por mim, que viria por acréscimo. Eu a preferir as reticências. A querer deixar para depois o que tinha medo de assumir hoje. Eu a adiar, a fugir, a esconder-me e tu a deixares. Eu a teimar, a alinhar o teus pontos três a três, qual sequência perfeita e enigmática. E tu a acreditares, com um amor cego que é mais de quem não quer ver, que nunca é tarde demais para continuar a história inacabada. E de repente (…) fartaste-te. Fartaste-te de ter a vida em suspenso, à mercê de todo e qualquer um com imaginação suficiente para apagar as reticências e continuar a história, a nossa história, como quisesse e bem lhe apetecesse. E puseste-lhe um ponto final, sem parágrafo. Encerraste o capítulo, o nosso capítulo, mudaste de página e seguiste
o casamento do meu melhor amigo